Vieira do Minho

Belas paisagens e montes de perder de vista. É esta a imagem de marca de Vieira do Minho, um concelho do distrito de Braga, que se localiza mesmo no coração da região minhota. Rodeada a norte pela serra do Gerês e a este pela Serra da Cabreira, Vieira do Minho tem vindo a destacar-se entre os adeptos de turismo rural e aqueles que viajam à procura de experiências radicais.

Escalada, BTT, caminhadas ou desportos aquáticos, dada a abundância de albufeiras, são algumas das atividades que em Vieira do Minho encontram o espaço ideal para a sua prática. No final, o convite é para respirar fundo enquanto olha para uma das muitas maravilhas naturais no seu estado mais puro. A beleza rústica fica na memória e perdura mesmo nos pensamentos daqueles que só visitam o concelho uma vez.

Antes de passarmos às principais atrações turísticas, não podemos deixar de referir o queijo e o mel, duas das iguarias da região, às quais se juntam os também tradicionais cabrito no forno e a vitela barrosã. Afinal, depois de uma longa caminhada não há nada melhor do que sentar à mesa e desfrutar de um prato repleto de sabores tradicionais.

7 principais pontos turísticos de Vieira do Minho

Barragem da Caniçada

No leito do Cávado, encontramos a Barragem da Caniçada, construída no ano de 1955 para aproveitamentos hidroelétricos. A barragem possui uma extensão de 80 metros e dela vemos uma albufeira com vários quilómetros e que é considerada uma das mais belas de Portugal. É também essa albufeira que marca uma parte dos limites da fronteira sul do Parque Nacional da Pena-Gerês.

Para desfrutar da vista pode encontrar um restaurante ou ficar a dormir num dos hotéis ou pensões que se encontram na região. Se, por outro lado, gosta de desportos radicais ou quer dar uma volta de barco, então pode procurar fazer uma visita ou aventurar-se por uma das atividades permitidas nessa zona. São elas o ski aquático, a pesca, o mergulho, o barco à vela e o windsurf.

 

Barragem de Guilhofrei ou de Ermal

Perto da nascente do Ave, a barragem do Ermal, nome porque é mais conhecida, oferece uma paisagem paradisíaca da qual faz parte a ilha de Ermal. A zona tornou-se mais popular graças a um festival de música hard rock e heavy metal, por onde já passaram nomes como os Sepultura, os Angra e os Slipknot – o Festival Ilha do Ermal.

Actualmente, a barragem é palco de uma estação de ski aquático, que oferece a possibilidade aos mais afoitos de experimentar a modalidade, nas versões de ski ou bodyboard.

 

Barragem de Salamonde

A Barragem de Salamonde foi inaugurada no ano de 1953 e também tinha como objetivo a produção hidroelétrica. Ao todo são 75 metros que integram uma albufeira bastante estreita, entre as vertentes a norte do Gerês e as vertentes a Sul da Cabreira. De lá temos uma vista sobre o rio Cávado e sobre a ponte romântica daMisarela. A beleza da paisagem é única e muitos comparam-na aos alpes suíços.

Ao contrário das barragens anteriores, aqui as atividades permitidas não são tantas. Quem quiser pode dedicar-se à pesca, praticar natação ou navegar um barco à vela. Para chegar à Barragem de Salamonde só tem de seguir pela estrada nacional 103.

 

Ponte de Misarela

A ponte de Misarela destaca-se pela beleza rústica e austera. Localizada na freguesia de Ruivães, esta edificação romano-medieval está no meia das serras, fazendo a travessia do leito do rio Rabagão. A ponte tem um único arco e surge associada a várias lendas sobre o diabo. Em tempos muitos acreditaram que a região possuia algum tipo de magia, capaz de aumentar a fertilidade.

Lendas à parte, foi na Ponte da Misarela que ocorreu um combate entre os portugueses e as tropas napoleónicas, comandadas pelo general Soult. Estávamos então no final das segunda invasão francesa e os inimigos partiam em retirada vindos do Porto. A população local teve um papel importante e graças ao combate a ponte precisou de ser reconstruida.

 

Feira da Ladra

Se está a pensar ir a Vieira do Minho mas não sabe quando marcar viagem, então saiba que o primeiro fim-de-semana e segunda-feira seguinte do mês de outubro são uma excelente altura. Isto porque é precisamente nesses dias que se realiza a edição anual da Feira da Ladra de Vieira do Minho. A oportunidade é única já que poderá encontrar os produtos da região e experienciar o contacto direto com a cultura popular.

A Feira da Ladra chama-se assim porque de facto havia algo que era roubado. Reza a história que designação surgiu por causa das pessoas que iam à romaria e levavam um pau rachado – uma ladra – para ir roubando cachos de uvas no percurso para a feira.

 

Feira Quinzenal de Rossas

Como não há melhor sítio para encontrar produtos regionais a melhores preços, recomendamos-lhe que aproveite a oportunidade para passar na Feira das Rossas. A feira realiza-se todos os sábados, de quinze em quinze dias e ocorre numa freguesia próxima da vila de Vieira do Minho. Localizada a 11 quilómetros da sede de Concelho,Rossa é uma localidade relativamente pequena que, nos censos de 2011, possuía 1 673 habitantes.

 

Feira Semanal de Vieira do Minho

Se não teve oportunidade de visitar as feiras anteriores, então talvez consiga dar um pulo à Feira de Vieira do Minho. Realizada no centro da vila, esta feira tem data marcada para todas as segundas feiras e nela podemos encontrar pessoas que compram e vendem todo o tipo de legumes e mercearias. Certamente que também aqui encontrará bom queijo e bom mel.


Gerês

O ritmo frenético do exigente estilo de vida citadino impele cada vez mais pessoas a trocar, em período de férias, as ruas das cidades pelos caminhos ou trilhos das serras e espaços verdes em geral. Procuram o contacto com a natureza, simplesmente pelo prazer do mesmo ou recarregar forças e vontades para voltar a enfrentar a rotina diária.

O turismo rural e de natureza assumem, como tal, um papel cada vez mais relevante no panorama turístico dos dias que correm. Portugal não é alheio a essa realidade. Pelo contrário, o país tem condições excelentes para a prática dessas formas de turismo. E em Portugal poucos locais rivalizam com as condições que a serra do Gerês tem para oferecer.

 

Gerês: um turismo em sintonia com a Natureza

Com 1546 metros de altitude, a Serra do Gerês é o segundo ponto mais alto de Portugal Continental. A altura e a morfologia abrupta das suas montanhas faz com que o local seja repleto de miradouros, dos quais podemos avistar grandes distâncias de paisagem verde. A partir do Alto do Borrageiro, por exemplo, podemos inclusive ver a Serra do Marão, localizada a cerca de 60 km.

O caminho para este miradouro é obrigatoriamente feito a pé por um dos muitos caminhos pedestres que por lá encontramos. As caminhadas são, aliás, uma das atividades mais comuns e há inclusive trilhos para todos os gostos: dos mais fáceis aos mais difíceis.

Ao percorrer o Gerês, encontramos ribeiros de águas cristalinas, assim como uma grande variedade de fauna e flora. A Natureza é, de resto, a principal imagem de marca da região, onde está instalado o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o único com esse estatuto em Portugal, pela riqueza biogenética que alberga. Criado em 1971, oParque Naturaltem mais de 70 mil hectares de área protegida.

A sintonia entre o Homem e a Natureza faz do Gerês um dos destinos turísticos de eleição para todos os que querem fugir da cidade ou, então, para amantes de desporto. No verão é comum encontrarmos turistas de várias idades, desde jovens que vão acampar a pessoas mais velhas para quem os trilhos já são familiares.

Quem já foi ao Gerês passou certamente pela barragem da Caniçada, tomou a estrada que o levou à bonita vila deCaldas do Gerês, local das famosas termas do Gerês, e porventura terá subido atá à Portela do Homem, na fronteira com a vizinha Galiza. Nada contra esse percurso, já o fiz variadíssimas vezes e nunca me arrependo de cada vez que o repito.

Mas o Gerês é mais, muito mais do que esse percurso, que, por muito belo que seja, é injustamente tomado pelo todo do que interessante que o Gerês tem para oferecer. E é esse propósito, o de desmascarar essa ideia comum a uma grande parte das pessoas que já visitou a serra, que me impele a escrever este artigo.

Continue a ler e descubra um conjunto de locais menos conhecidos, mas não menos importantes deste tesouro natural português. E da próxima vez que for ao Gerês, visite-os! A todos ou a alguns, vai ver que não se vai arrepender.

 

Mosteiro de Santa Maria das Júnias em Pitões de Júnias

O mosteiro de Santa Maria de Júnias remonta ao século XII e foi construído nas imediações da aldeia de Pitões de Júnias. A região está dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, faz parte do concelho de Montalegre e permite-nos uma verdadeira viagem no tempo. Recomendamos o percurso de 4km entre o cemitério e o centro da aldeia.

 

Cascatas

Existem várias e todas elas têm uma beleza única. Por trilhos mais ou menos difíceis, podemos visitar, por exemplo, a Cascata do Tahiti ou as Cascatas do Rio Homem. As águas são geralmente frias mas límpidas, pelo que justificam pelo menos um mergulho. É, aliás, uma excelente maneira de se refrescar nos dias mais quentes de verão.

 

Espigueiros de Soajo e de Lindoso

Não ficando exactamente no Gerês, ficam no Soajo, serra vizinha igualmente integrante do Parque Nacional da Peneda-Gerês. O desvio é pequeno, grande é o interesse. Além de espigueiros, estas estruturas de pedra podem ser chamadas de caniços ou canastro. As de Soajo e Lindoso são consideradas como imóveis de interesse público, mas é possível encontrar outros exemplares na região. Serviam para guardar e preservar o milho. A altura impedia que o cereal fosse comido por roedores e as aberturas laterais facilitavam a circulação do ar, impedindo o milho de se estragar.

 

Ponte da Mizarela

A retorcida Ponte de Mizarela permite atravessar as margens do Rio Rabagão na freguesia de Ruivães, Vieira do Milho. Construída na idade média, foi restaurada no século XIX e diz-se que, por lá, o diabo anda à solta. Tudo graças a uma lenda, segundo a qual um foragido da justiça vendeu a alma para atravessar o rio num dia em que o caudal era torrencial.

Depois de atravessar sem hesitações, o homem arrependeu-se. A partir daí, a ponte desapareceu e nunca mais foi vista. Às portas da morte, o foragido tomou a decisão de confessar o contrato que tinha feito a um sacerdote.

O padre decidiu, então, dirigir-se ao mesmo local, invocou o diabo e propos-lhe o mesmo acordo. Enquanto atravessava, também sem olhar para trás, pegou num ramo de alecrim, molhou-o num vaso que levava escondido e executou um exorcismo. O demónio desapareceu, mas a ponte ficou.

 

Aldeia de Vilarinho das Furnas

A aldeia de Vilarinho das Furnas encontra-se submersa desde 1971, graças à barragem com o mesmo nome. Quando as águas do Rio Homem descem para limpeza ou em períodos de seca é ainda possível ver as casas antigas e os trilhos desta aldeia que secular. A construção da barragem esteve envolta em polémica e foram muitas as vozes que se opuseram à destruição do património que, dizem alguns, remonta ao ano 75 d.C.